quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Liga de Hóquei no Bangladesh


Hoje de manhã, estava eu a meio do meu cafezinho (maneira de dizer, eu nem gosto de café…), com os meus amigos que, como cidadãos conscientes e conscienciosos dos seus direitos e deveres, aproveitavam a hora livre, antes de uma aula digna de Morfeu, para saber as últimas do desporto... Que é como quem diz: estavam de volta dos jornais desportivos, essas maravilhas repletas de notícias desse nobre mundo em que tudo é saúde, agradável competição e variedade. Certo? Bem, na verdade… errado.

Alguém tem a sensibilidade de explicar a esta leiga nesse género de literatura porque é que um jornal DESPORTIVO se reporta apenas e exclusivamente ao futebol?! Não haverá outras modalidades de que falar?

Eu, e assumindo-me como mera amadora, daquelas que confunde treinador com presidente e ponta de lança com extremo centro, penso que há desportos MUITO mais interessantes para falar. E a Liga de Hóquei no Bangladesh?! E as Equipas de Xadrez do Congo?! Não interessam? Já para não falar do Campeonato Nacional de Saltadores de Corda Do Tibete!

Não pretendo, de forma alguma, ferir a susceptibilidade dos leitores de jornais desportivos (que são sensíveis de certeza; afinal é um jornal de homens feito para outros homens… tirem as vossas conclusões). Quero apenas que reflictam neste flagelo social e tomem uma posição inteligente relativamente à temática abordada, sem, contudo, afectar a venda de jornais propriamente dita.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Cartão de Biblioteca.


«Somos como uma criança pequena que entra numa grande biblioteca cujas paredes estão cobertas até ao tecto de livros em muitas línguas diferentes que não compreende. Repara que existe um plano misterioso na organização dos livros de que ela… apenas debilmente suspeita.» (Einstein)

Todos sabemos que o mundo é algo enorme, grande demais para se conseguir fechar nalgum lado para ser conservado. Seria giro, sim, depositá-lo, juntamente com toda a sua História e Substância, num frigorífico enorme e, quando tivéssemos vontade de recuperar qualquer bocadinho, era só tirá-lo e pô-lo no micro-ondas a descongelar.
Contudo, apesar da complexidade do mundo e da incapacidade de o transportar, tal Pokémons em Pokebolas, é possível descobri-lo e aventurarmo-nos nele. A chave para ter o mundo "na mão", literalmente, é, então, deixarmo-nos envolver por estas estranhas geringonças que suportam esta biblioteca: as palavras. Deliciosas, traiçoeiras, dolorosas, traquinas... cada uma contando uma história, se a deixarmos.

Deste modo, se queremos viajar pelo mundo, sem mala às costas, mapa na mão, binóculos nem máquina ao pescoço, o melhor local é a biblioteca. No entanto, neste nosso blog, não queremos ser os únicos (nem somente os) escritores - apesar de antes passarmos bem por bibliotecários atraentes! -, mas queremos que cada um tenha uma oportunidade como cicerone, turista, escritor e anfitrião.




E não se preocupem com burocracias: somos limitados nesse aspecto (apesar de ser uma palavra muito bela que deriva do grego e, numa fase posterior, do francês).

Portanto, Cartão de Biblioteca? Não será preciso.